Delação
   José Orlando  Silva  │     11 de maio de 2017   │     19:42  │  2



Nunca uma palavra foi tão repetida no Brasil quanto a palavra “delação”. Em função dela, aparece o desconhecido , o que estava oculto e “debaixo do tapete” . Essa atitude não vem de lisura moral ou dever cívico, mas da razão que motiva todo ser humano: a autosobrevivencia. Isso revela que a corrupção não é uma realidade presente apenas na colonização e cultura do Brasil, transmitida e repassada pelos colonizadores.

A corrupção embora acentuada e tão expressiva e repugnante no Brasil, principalmente no meio político, ela está impregnada no coração e na predisposição humana, que no Brasil é mais estimulada do que nos outros países.

Quem não conhece aquele ditado: “Farinha pouca, meu pirão primeiro”. Quem delata, busca desesperadamente atenuação da pena, e esquece promessas e contratos feitos, a quem quer que seja. Nessa hora se esquece tudo e se busca desesperadamente pela absolvição.

Ter essa consciência, implica em sermos estimulados a repensar quais princípios morais nos motiva? É a autopreservação? É o ganho da liberdade? Ou o senso de fazer o que é certo porque é certo? Me refiro, não aos milhões envolvidos na Lava Jato, ou nas grandes concessões esperadas pela delação na condução do Dr. Sergio Moro,  mas nas pequenas coisas do dia a dia:  no troco a mais recebido, no peso das frutas na balança, nas oportunidades surgidas no trabalho para prática dos desvios e desonestidades. Pense Nisso!!!

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COMENTÁRIOS
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  1. Douglas

    Texto sensacional. Nos faz refletir sobre o nosso modo de pensar. Nos faz querer mudar o nosso mindset! Parabéns!

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