Monthly Archives: junho 2017

O País das Siglas
   José Orlando  Silva  │     7 de junho de 2017   │     12:09  │  0

Você já refletiu que geralmente não damos importância as siglas? Embora elas têm a função de  representar as palavras, geralmente não é comum estarem nos holofotes. No Brasil ultimamente as siglas tem delineado o destino da nação e influenciado nossa rotina. O que dizer do que temos esperado das decisões do STF? E outras siglas como a da JBS capaz de criar um  colapso politico e econômico, interferindo no destino da presidência da republica do Brasil? O que dizer do  papel e a influência das siglas que  tem  levado nos últimos anos uma massa para protestar nas ruas, contra ou a favor delas? Sigla é um nome dado ao conjunto de letras iniciais dos vocábulos que compõem o nome de uma organização, um programa, um tratado, entre outros.

O que mais surpreende é que essas siglas estão atreladas a experiências  e atitudes contrarias ao que dizem representar. Elas afirmam que são dos trabalhadores, e suas decisões quando governam demonstram o oposto, anunciam sua democracia imparcial, enquanto a ditadura é estampada à vista de todos. Declaram amor pela nação, e no entanto o que se vê é um protecionismo dos próprios  atos corruptos.

Talvez tenha surgido por isso, a pergunta do Legião Urbana: ” Que País é esse?” E a resposta está na incoerência de dizer o que não é, e de fazer o que não crê. Pensando bem, o problema não está nas siglas, nem nas palavras que elas representam, mas no homem que as estabelecem. 

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Tempo: Ignorâncias e Devaneios
   José Orlando  Silva  │     1 de junho de 2017   │     21:33  │  7

Sinceramente me incomodo quando se atribui ao tempo um protagonismo que modifica nossa vida. Quem já não ouviu que o tempo é o Senhor da razão, ou que ele (o tempo), elucida e cura tudo? Existem alguns provérbios que merecem reflexão e constatação, como por exemplo: “O dinheiro não traz felicidade”. Alguém desencantou essa declaração com outra: “Então me dê o seu”. Talvez por isso Benjamim Franklin, político, inventor e filósofo da independência americana, foi reconhecido como autor da afirmação na frase inglesa time is money (“tempo é dinheiro”). Conta-se, inclusive, uma anedota que um homem chegou a livraria de Franklin para comprar determinado livro, ao pergunta-lhe o preço, ele respondeu que era um dólar, o homem achou o livro caro e começou a gastar o tempo de Franklin. Ao perguntar novamente o valor, Franklin aumentou o preço e justificou que o tempo que o homem estava desperdiçando, ele estaria cobrando. Daí a frase estabelecida: “Tempo é dinheiro”

A grande questão é que, atribuímos a um mero período o que as circunstâncias e pessoas realizam. As pessoas são os verdadeiros atores da metamorfose da vida. Quando afirmamos por exemplo que o tempo muda as pessoas, não seriam as circunstâncias que o tempo traz? E ainda, diante dessas circunstâncias, não seria a reação das pessoas que transformam elas mesmas e o seu ambiente ao redor? O valor do tempo é percebido pela plataforma que ele se torna para o homem, que reage frente às circunstâncias. Cabe a cada um de nós estarmos preparados, para o que as entrelinhas da vida constantemente nos reserva, no neutro e imparcial tempo. Portanto, não atribua ao tempo, o que você escolhe fazer e ser todos os dias, simplesmente mude sua reação, frente as circunstâncias que o tempo traz.

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