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Empoderamento
   José Orlando  Silva  │     5 de julho de 2017   │     13:12  │  0

Pense em uma palavra do momento? Uma palavra que está sendo usada muito hoje. Pensou? Empoderamento certamente, será uma delas. Ela está sendo usada em todos os seguimentos da sociedade. A grande questão é que passamos a usar determinadas palavras porque alguém que admiramos falou,ou temos ouvido na midia constantemente, ou trazemos de uma formação recém adquirida.  Mas o que mais me  chama à atenção é que muitas vezes usamos tais palavras descontextualizadas do que afirmamos ou buscamos ressaltar. Eu chamo esse equivoco de “fênomeno metonimia”, ou seja metonimia é uma figura de linguagem que troca a embalagem do produto, o autor pela obra, como se faz com a palavra que tem sido usada, sem considerar o seu real significado.  Empoderar é um verbo que se refere ao ato de dar poder para si ou para outrem. Empoderar representa a ação de atribuir domínio ou poder sobre determinada situação, condição ou característica.  Diante disso pense comigo, de onde vem o poder? Alguns prontamente responderão de nós mesmos. Outros, do pensamento positivo. E ainda outros da força que adquirimos. A verdade nua e crua é que só podemos empoderar  se formos fonte de poder. Como se pode empoderar, sem está empoderado? Os que acreditam que somos uma fonte, acreditam que o poder vem de dentro para fora, mas porque somos tão inconstantes, e sempre buscamos auxílio e conselhos fora de nós? Só pra refletir…. Pense na possibilidade de um poder que está fora e que instintivamente buscamos… e se está fora, deve existir  uma Fonte. Você não acha? Caso contrário seriamos uma ilha. E a sociologia afirma que não somos. Esse pensamento, existe lógica pra você? 

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O País das Siglas
   José Orlando  Silva  │     7 de junho de 2017   │     12:09  │  0

Você já refletiu que geralmente não damos importância as siglas? Embora elas têm a função de  representar as palavras, geralmente não é comum estarem nos holofotes. No Brasil ultimamente as siglas tem delineado o destino da nação e influenciado nossa rotina. O que dizer do que temos esperado das decisões do STF? E outras siglas como a da JBS capaz de criar um  colapso politico e econômico, interferindo no destino da presidência da republica do Brasil? O que dizer do  papel e a influência das siglas que  tem  levado nos últimos anos uma massa para protestar nas ruas, contra ou a favor delas? Sigla é um nome dado ao conjunto de letras iniciais dos vocábulos que compõem o nome de uma organização, um programa, um tratado, entre outros.

O que mais surpreende é que essas siglas estão atreladas a experiências  e atitudes contrarias ao que dizem representar. Elas afirmam que são dos trabalhadores, e suas decisões quando governam demonstram o oposto, anunciam sua democracia imparcial, enquanto a ditadura é estampada à vista de todos. Declaram amor pela nação, e no entanto o que se vê é um protecionismo dos próprios  atos corruptos.

Talvez tenha surgido por isso, a pergunta do Legião Urbana: ” Que País é esse?” E a resposta está na incoerência de dizer o que não é, e de fazer o que não crê. Pensando bem, o problema não está nas siglas, nem nas palavras que elas representam, mas no homem que as estabelecem. 

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Tempo: Ignorâncias e Devaneios
   José Orlando  Silva  │     1 de junho de 2017   │     21:33  │  7

Sinceramente me incomodo quando se atribui ao tempo um protagonismo que modifica nossa vida. Quem já não ouviu que o tempo é o Senhor da razão, ou que ele (o tempo), elucida e cura tudo? Existem alguns provérbios que merecem reflexão e constatação, como por exemplo: “O dinheiro não traz felicidade”. Alguém desencantou essa declaração com outra: “Então me dê o seu”. Talvez por isso Benjamim Franklin, político, inventor e filósofo da independência americana, foi reconhecido como autor da afirmação na frase inglesa time is money (“tempo é dinheiro”). Conta-se, inclusive, uma anedota que um homem chegou a livraria de Franklin para comprar determinado livro, ao pergunta-lhe o preço, ele respondeu que era um dólar, o homem achou o livro caro e começou a gastar o tempo de Franklin. Ao perguntar novamente o valor, Franklin aumentou o preço e justificou que o tempo que o homem estava desperdiçando, ele estaria cobrando. Daí a frase estabelecida: “Tempo é dinheiro”

A grande questão é que, atribuímos a um mero período o que as circunstâncias e pessoas realizam. As pessoas são os verdadeiros atores da metamorfose da vida. Quando afirmamos por exemplo que o tempo muda as pessoas, não seriam as circunstâncias que o tempo traz? E ainda, diante dessas circunstâncias, não seria a reação das pessoas que transformam elas mesmas e o seu ambiente ao redor? O valor do tempo é percebido pela plataforma que ele se torna para o homem, que reage frente às circunstâncias. Cabe a cada um de nós estarmos preparados, para o que as entrelinhas da vida constantemente nos reserva, no neutro e imparcial tempo. Portanto, não atribua ao tempo, o que você escolhe fazer e ser todos os dias, simplesmente mude sua reação, frente as circunstâncias que o tempo traz.

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A Lógica do Tubarão
   José Orlando  Silva  │     20 de maio de 2017   │     17:00  │  0

Gostaria de refletir com vocês um pouco sobre a resposta do maior oceanógrafo do mundo, personalidade destacada do século 20. Jacques Cousteau, um francês   que conviveu a maior parte da sua vida com a natureza, especificamente o vasto e misterioso oceano. Um jovem que o entrevistava, perguntou sobre o tubarão e nossa chance frente ao seu ataque. A resposta de  Jacques Cousteau, foi que a chance e probabilidade de sermos ilesos frente ao ataque desse estupendo animal, seria totalmente nula.

Incomodado o Jornalista buscando induzi-lo na resposta perguntou novamente: “e se o tubarão estivesse alimentado, se fosse de noite, ou estivesse preso em uma jaula, e se fossemos muitos e segurassemos  um arpão e, se entregássemos uma determinada isca? A resposta de cousteau era a mesma: “O Tubarão atacaria de qualquer modo”. Decepcionado, o Jornalista afirmou: “mas isso não tem lógica”. Com paciência e firmeza Jacques Cousteau afirmou: “Tem sim, a lógica é do tubarão”.

Queremos entender ou compreender as entrelinhas da vida, e suas questões com a nossa lógica, e esquecemos que devemos nos contextualizar e buscar a lógica do agente da ação. A presunção e soberba humana nos leva a imaginar que somos detentores de todas as respostas, somos até proprietários do planeta, apenas lembrem-se que somos no máximo, usuários compartilhantes. Vamos Juntos!!!! Pense Nisso!!! 

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Delação
   José Orlando  Silva  │     11 de maio de 2017   │     19:42  │  2



Nunca uma palavra foi tão repetida no Brasil quanto a palavra “delação”. Em função dela, aparece o desconhecido , o que estava oculto e “debaixo do tapete” . Essa atitude não vem de lisura moral ou dever cívico, mas da razão que motiva todo ser humano: a autosobrevivencia. Isso revela que a corrupção não é uma realidade presente apenas na colonização e cultura do Brasil, transmitida e repassada pelos colonizadores.

A corrupção embora acentuada e tão expressiva e repugnante no Brasil, principalmente no meio político, ela está impregnada no coração e na predisposição humana, que no Brasil é mais estimulada do que nos outros países.

Quem não conhece aquele ditado: “Farinha pouca, meu pirão primeiro”. Quem delata, busca desesperadamente atenuação da pena, e esquece promessas e contratos feitos, a quem quer que seja. Nessa hora se esquece tudo e se busca desesperadamente pela absolvição.

Ter essa consciência, implica em sermos estimulados a repensar quais princípios morais nos motiva? É a autopreservação? É o ganho da liberdade? Ou o senso de fazer o que é certo porque é certo? Me refiro, não aos milhões envolvidos na Lava Jato, ou nas grandes concessões esperadas pela delação na condução do Dr. Sergio Moro,  mas nas pequenas coisas do dia a dia:  no troco a mais recebido, no peso das frutas na balança, nas oportunidades surgidas no trabalho para prática dos desvios e desonestidades. Pense Nisso!!!

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